terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Hoje voltei aos mergulhos depois de uma semana a tomar conta do centro, porque o barco estava a meter água. Mergulhámos no Kwarcit e no Farol Fundo e havia muito peixe como costume. A diferença foi que desta vez fui filmada nas minhas anotações costumadas. Um amigo do Nuno que é repórter de imagem veio até cá fazer umas filmagens para um vídeo promocional do centro.

Hoje a mensagem é curta, porque tenho que ir às compras, no supermercado, entenda-se.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Susto!

Ontem apanhei (espero eu!) o susto do ano. Fui mergulhar ao Sargo, o tal barco que está a 40 m de profundidade. Como íamos com clientes, eu estava a acompanhar o Digalan e uma cliente. Quando chegou a altura de subir, o Digalan mandou-me ir primeiro enquanto voltava para trás para ir buscar a Maria. Ora, combina-se má visibilidade e desorientação da Rute, e sigo para o cabo errado (um cabo de amarração, que só por travadinha mental podia ser confundido) e quando dou pelo engano já não vejo ninguém e também já não sei onde está o cabo certo. Estou a cerca de 30 metros, já com o computador a entrar em patamar de descompressão (ou seja, teria de ficar uma série de minutos a uns poucos metros de superfície, à espera de puder subir o resto) e decidi subir ali mesmo e não perder mais tempo. Isto tudo, é claro, enquanto tremia que nem varas verdes e tentava não perder a calma e a cabeça. Lá comecei a subida, tentando não me afastar muito de cima do barco naufragado, e à medida que avançava fui-me acalmando. Estava tudo a correr bem. Devo dizer que ter companhia dos (muito falados) ctenóforos foi reconfortante e uma distração. À medida que ia chegando à superfície aquilo em que pensava era: espero bem que o barco dê comigo e bendita hora em que o Vasco (o meu instrutor de mergulho) me ofereceu o dive alert (uma espécie de buzina ligada ao colete, que é ouvida até bastante longe). Lá cheguei à superfície e barco nem vê-lo. Via terra, o que, pensei eu, na pior das hipóteses, me dá uma direcção para onde nadar. Comecei a buzinar, uma, duas, três vezes. Acho que à quarta vi o barco, com o pessoal a acenar. E pronto, recolheram-me sã e salva. Eles é que ainda apanharam o susto maior, porque eu sabia que estava bem (mais ou menos) mas a eles passou-lhes tudo pela cabeça. O Dudu (o skipper), tinha visto umas bolhas de ar a passar a certa altura, por isso eles já sabiam que eu estava a subir, mas antes disso o Digalan ainda foi à minha procura duas vezes lá abaixo, enquanto o Góis trazia os clientes para cima. Felizmente acabou tudo em bem.

Como a vida continua, seguimos para o local de mergulho seguinte, no Farol Baixo, e pronto, foi assim. Provavelmente por a visibilidade estar má, havia mais variedade de peixe tanto no Sargo como no Farol Baixo, o que resultou num mergulho muito interessante, para recuperar o fôlego, por assim dizer.

Hoje fiquei pelo centro a tratar de coisas que se acumularam. Um dia bastante mais calminho, portanto.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

15-02-2009

Claro que para contradizer o que aconteceu ontem, hoje enjoei a sério. Tudo bem que foi influência de ter comido uma pizza que me fez mal, mas ainda assim... Consequência, tive o Russo o dia todo à perna a dizer que eu estava de ressaca por causa do dia dos namorados :p

Hoje não houve baleias, só muito peixe, que, por eu não estar muito bem, não consegui medir todo. Mas foram 2 belas pescarias, de manhã e de tarde, e amanhã há jantarada em casa do Nuno. Porque já cá está a Patrícia (a mulher dele) e a filhota Marta, que tem um ano, é um bocado jantar de boas-vindas para elas.

14-02-2009

Hoje houve saída de pesca novamente, mas apenas de manhã. É tão curioso verificar como o equilíbrio, de facto, se altera. O barco balançou bastante - pelo menos a julgar pela quantidade de passageiros que enjoaram - mas eu já não senti o balanço da mesma forma. Não é questão de "ter força nas canetas", é mesmo qualquer coisa nos ouvidos que muda. É uma sensação estranha, mas não desagradável.

A pescaria hoje correu bem, mas o ponto alto da saída foi ao regressar (mais cedo, por causa dos enjoados), quando vimos 2 baleias e meia. hehehe Isto, porque eram dois adultos, certamente, e uma cria que só vi debaixo de água. Que tipo de baleia era não sei ao certo, mas acho que baleia de bossa não seria. O Russo diz que eram baleias azuis e, como ele já viu mais do que eu (foi a primeira vez que vi baleias!), estou tentada a acreditar nele. Pena, pena, foi não ter levado a câmara... Pode ser que um dos passageiros me mande a fotografia por mail. Façam figas ;)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Mergulho, mais mergulho e jantar

O tempo, nos últimos dias, melhorou consideravelmente :) O vento tem estado menos forte e também mais quentinho, o que dá mais calor. A juntar a isso, o mar tem estado chãozinho, com pouca ondulação, o que resulta em mergulhos com óptima visibilidade. Têm sido três dias de mergulhos excelentes. Já começo a estar à vontade lá por baixo, especialmente porque a questão da flutuabilidade está a ficar sob controlo (para os leigos - não ando abaixo e acima à toa).

Ora então, na terça mergulhei na chamada Bóia de 32 m (porque a profundidade máxima é essa mesma) e no Algodoeiro. Bons mergulhos em que vi as espécies do costume - que são bastantes! No Algodoeiro houve a diferença de fazer uma subida livre (sem ser agarrada a um cabo, como costume), o que foi... interessante. Levava menos chumbo porque o mergulho era fundo, por isso na paragem de segurança aos 5 metros, se não fosse o Góis a segurar-me a mim e ao Jan (o cliente mergulhador do dia) acho que vínhamos por aí acima tipo balões. Na quarta, voltei ao Farol Baixo e à Tchuklassa e, como me esqueci de levar as placas para anotar os animais, foram mergulhos muito bons que deram para apreciar em pleno. Hoje foi a vez do Kwarcit, que foi o primeiro barco a ser afundado pelo Manta, e, mais uma vez, das 3 Grutas. Mais uma vez, muito peixe e alguns seres interessantes, como o nudibrânquio que é costume ver, e os ctenóforos, que tenho visto muitos nestes dias e me deixam sempre fascinada. Os recifes propriamente ditos, de facto são berços de vida. É muito giro ver nas reentrâncias das rochas tantas espécies escondidas e abrigadas, mas mais do que isso, ver diferentes fases de crescimento das mesmas espécie.

A ver se um dia destes consigo eu levar uma máquina para tirar fotografias :)

Ontem à noite houve jantarada para o pessoal da Tui Nordic em casa do Nuno (o patrão). Como é uma das operadoras turísticas que mais clientes manda, é uma maneira de garantir que o pessoal não se esquece do Manta. hehehe A ementa consistiu numa entrada de bruschetta, autoria do Augusto (o meu colega do Inov e de casa), e um peixinho fresquinho, fruto da saída de pesca de domingo, com batata cozida. Uma delícia. Ficou tudo feliz e contente e pronto, assim foi.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

No fim da folga

Hoje tive o meu primeiro dia de folga! YAY!

Passei a manhã na ronha e a tarde em limpezas e, para terminar em beleza, fui a um banhinho de mar mesmo antes do pôr do sol. P'rá semana começo a trabalhar para o bronze ;) Dia também para pôr o blog em dia, porque os últimos dias foram preenchidos e não houve hipótese mais cedo.

Na sexta, passei o dia a mergulhar - dois de manhã e um à tarde. O primeiro mergulho da manhã, nas 3 Grutas, foi fantástico. Havia tanto peixe e de tantas espécies que nem sabia por onde começar a registar. No mergulho do Farol o ponto alto foi ver um ctenóforo. No da tarde, no naufrágio do Sargo, só vi 3 espécies, mas fui até aos 40 m. Desta vez estive mais autónoma o que foi um pouco stressante, mas pronto está ultrapassado e foi mais uma aprendizagem (da outra vez no Sargo fui sempre acompanhada, com babysitter mesmo).

No sábado e no domingo fui em saídas de pesca como vai começando a ser hábito. As pescarias da manhã foram fracas, mas a de sábado à tarde chegou aos 90 peixes (isto com cerca de 11 linhas durante 2 horas!).

Na fotografia, o filho do Iolando, que foi ajudar no sábado de manhã, e o Russo (não me perguntem qual o nome real dele, mas é qualquer coisa esquisita pela qual ele não responde) a bordo do Manta I


Os instrumentos de medição


O barco de transporte até ao Manta I


Fica também uma fotografia do exterior do centro de mergulho centro de mergulho. Em próximos capítulos podem esperar fotografias do escritório, pátio e sala de equipamento. Se alguém quiser mesmo(!) posso mandar uma fotografia dos compressores :P

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Fotografias

Pois hoje o Góis já me deu as fotografias. Aqui vão elas :)

A Carol, eu e o Góis. O Digalan tirou a fotografia.








Hei-de pôr mais umas quantas, mas por agora ficam estas para amostra.

De resto, hoje estive outra vez no pontão a fazer medições. A parte dos mergulhos está muito calma. O tempo não está grande coisa (para o que é costume) então o pessoal não aparece...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

04-02-2009

Ontem, dia 3, comecei a medir peixes desembarcados no pontão de Santa Maria, com a ajuda da Carol, que é namorada de um dos divemasters cá do centro. Ela também é bióloga e estuda peixes, por isso tem sido uma ajuda importante. Tive sorte de ela estar cá de férias logo na altura em que cheguei.

As medições correram de forma relativamente pacífica. Os três pescadores a quem pedi para medir o peixe, deixaram-me sem qualquer problema, mas a certa altura uma das peixeiras veio buzinar-me aos ouvidos que se queria medir o peixe tinha que pagar. :P Hoje, aconteceu mais ou menos a mesma coisa com o primeiro grupo de pescadores a quem pedi para medir o peixe. O tipo começou “- Vai pagar os peixes que medir?” Ao que eu respondi “Não, isto é um favor que me está a fazer para o trabalho. Só estou a tentar ganhar o meu. Olhe que eu sou bióloga e sou pobrezinha e assim serei a vida toda.” E o homem lá me deixou continuar. hehehe O resto do pessoal a quem pedi para fazer medições também esteve à vontade. Ainda por cima como hoje também foi o Digalan, e ele conhece muita gente ali, ainda se arranjaram uns peixes mais invulgares para medirmos. Agora, uma coisa é certa, depois desta experiência vou estar mais do que apta a “desenhar” um perfume eau de poisson de alto calibre.

Ainda não tenho as fotografias dos mergulhos e nem sei quando vou ter, porque, lá está, o pessoal funciona com muita calma por terras tropicais...

02-02-2009

Notícias frescas do Sal, tão frescas como o peixinho acabado de pescar, como aquele que eu pesquei, euzinha, estão a ver, com um anzol, uma linha e um bocado de madeira onde ela se enrola. Uma bela garoupa pintada, tipo aquela que vai na fotografia ao lado. hehehe

Pois assim foi, passei o fim-de-semana no Manta I, o barco para as saídas de pesca cá do Centro; e não é uma pesca qualquer, é "pescar como um cabo-verdeano", com o instrumento que descrevi acima. Depois de ter experimentado o meu talento para a pesca (que não é muito, porque a garoupa só veio depois de muitas tentativas) fui então medir e pesar o produto da pescaria da turistada toda. Trabalho de minúcia, e sujo, muito sujo. Sal (de água evaporada), gonha e sangue de peixe deixaram marcas na roupa da je. Ah! é boa a vida de bióloga! :D

Depois na noite de domingo, já depois dos dados todos metidos no computador, tivemos jantarada de peixinho fresquinho em casa do patrão.

Hoje (2-2-2009), pela manhã, fui até aos 36 m (mais ou menos) ver o Sargo, que é um dos navios afundados pelo projecto dos recifes artificiais. Acho que foi o mergulho mais giro que fiz, da minha parca lista.

As fotografias ainda não as tenho. Amanhã, a ver se peço ao Góis (dive master e fotógrafo de serviço) para mas passar. Como prometido assim que as tiver, mando. Ah e o blog, quando tiver um bocadinho mais de tempo, trato disso.



29-01-2009

Saudações de Cabo Verde. Por cá continuo, não fui com as ondas, ainda... ;P

Hoje fui a mais dois mergulhitos com direito a fotografias, que mandarei assim que lhes puser as mãos em cima. Por isso, não terão que esperar muito para ver a figura debaixo de água. Também vi muito peixinho e paisagens subaquáticas muito bonitas, das quais também enviarei algumas fotografias. Juntou-se a isso uma colecção de mazelas: na descida, a máscara fez tipo ventosa na cara, por isso parece que levei dois murros, um em cada olho; estou com as mãos todas cortadas de me agarrar ao cabo na subida do primeiro mergulho, porque o dito cujo estava coberto de algas calcárias e a ondulação era muita, o que teve como consequência enjoo e o que é costume seguir-se; entre os mergulhos o sol estava forte e estou escaldada no nariz. Tudo num dia de trabalho.

De resto, pouco mais tenho feito do que ir do trabalho para casa e de casa para o trabalho. As variações estão na exploração das mercearias/mini-mercados cá da terra. Sim, porque a escolha em produtos não é muita, de uma maneira geral, mas uma mercearia poderá ter mais produtos frescos, outra mais coisas de limpeza e ainda outra mais variedade em enlatados. Ainda não fui à loja do chinês, mas já fui à farmácia (mesmo em frente de casa), que não está assim tão mal abastecida como isso. E assim são feitas as compras no Sal :P

De resto, trata-se de pagar a renda de casa, e pronto, é tudo.

Já cheguei!! 27 e 28 de Janeiro 2009

3a-feira, 27 de Janeiro
Bem, mais um dia, novamente no escritório e a começar a preparar uma ou duas apresentações para turista ver e aprender sobre a natureza marinha de Cabo Verde. Hoje ainda não aconteceu mais nada de de especial, mas vou mandando relatórios ;)

2a-feira, 26 de Janeiro
Pois eu já estou no Sal trabalhando. Estou num apartamento é simpático, fica a uns 600 m do centro de mergulho e tem *charan* piscina! Isto numa ilha que não tem água doce... Viva a poupança e a ecologia!

Os almoços vão ser no hotel, no buffet (lá se vai a dieta!) por isso e apesar de tudo até tenho muitos confortos (os chamados creature comforts...) ;P

....

Desde que escrevi o que está acima já fui à água. Estava a almoçar e diz o patrão: "ah e tal vão duas turistas mergulhar num destroço que não está muito fundo, este era um mergulho bom para ti, devias ir". E pronto, lá fui. Vi alguns peixinhos e quase(!) que vi uma raia. O quase porque a visibilidade não estava grande coisa, por isso vi mais uma sombra que outra coisa :P E pronto, agora estou de volta ao escritório (um espaço com 3 m^2 onde a certa altura trabalham 4 pessoas em simultâneo) a avançar com o meu estudo das espécies que vou andar (ou a nadar) a ver por aí.